Rita Guerra - Entrevistada clube spm de janeiro de 2016...
Clube Matemática da SPM - Clube Entrevista
Publicado a 01 de Janeiro de 2016

Rita Guerra - Entrevistada clube spm de janeiro de 2016... 

Clube Matemática da SPM - Clube Entrevista

 

Clube de Matemática SPM

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A cantora Rita Guerra é a convidada do clube spm de janeiro do ano 2016. A infância, a escola, a música, os duetos, os filhos e, claro a matemática são os temas que (en)cantam nesta entrevista que vai até si com esta (música e) letra...




Que (en)cantos teve a sua infância?
A minha infância teve muitos encantos. Começando pela minha família, extremamente equilibrada e feliz, passando pelos meus amigos e amigas que viviam na nossa rua e que faziam parte do nosso quotidiano. O Verão foi passado em São João do Estoril durante muitos anos, foi uma fase que me deixou muitas saudades. Depois, já em Lisboa, tinha um pequeno grupo de amigas das quais eu visitava para brincar e elas, por sua vez, também vinham a minha casa. Na escola sempre tive um bom ambiente à minha volta, quer na escola primária, quer na preparatória e mais tarde no liceu.

Com 10 anos na escola já dava… música aos seus professores?
Com dez anos, tinha acesso a uma sala onde decorriam as aulas de religião e moral e na qual existia um piano vertical. A professora Crisanta (religião e moral), confiava-me a chave da sala de aula para que eu pudesse tocar piano quando tivesse furos entre as aulas. Quando ía para aquela sala, normalmente iam comigo duas ou três colegas minhas. Nada de professores ou outras pessoas.

E as aulas de matemática? Tinha notas que tocavam até… 

A verdade é que a matemática tem a sua beleza e apesar de não ser uma das minhas disciplinas favoritas, nunca baixava dos 60 por cento.


O Matemático alemão Gottfried Leibniz referiu que “a música é um exercício inconsciente de cálculos”. Alguma vez tinha pensado que a música tinha tanto a ver com a matemática? 

Há já muito tempo que tenho noção de que a música é matemática pura. Curiosamente, nunca tendo sido uma apaixonada pela matemática, a verdade é que sempre tive boas notas. Talvez por causa da música, não sei. 




Em que momento da sua vida disse à música “Preciso de ti”? 

Muito cedo, não recordo quando. Apenas sei que tenho uma relação muito forte com a música desde muito pequenina.  

Do que mais se orgulha nos seus filhos?

Orgulho-me da educação que têm e dos princípios que defendem. Não são materialistas e têm as prioridades bem organizadas.


Na música “chegar a ti” canta “o teu corpo está ao pé de mim, o teu coração noutro lugar”. O matemático Albert Einstein disse um dia que “a maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo”. A música pode ajudar a unir?
A música pode ajudar a unir, sim. Quando cantamos ou ouvimos uma letra que faz esse tipo de descrição, muitas vezes damos connosco sem querer, a analisarmos a nossa pessoa ou o nosso comportamento à medida que a letra vai fluindo.

 


Em 2006 faz um dueto com Ronan Keating (all over again) e em 2010 canta com Michael Bolton (somewhere over the rainbow). O que ficou gravado... em si nestes duetos?
Estes duetos foram muitos importantes, por serem com artistas internacionais que eu admirava há muito tempo. No caso do Michael Bolton, admiro-o desde que tenho noção da sua existência no meio musical. Não há como descrever a sensação de plenitude e realização que é partilhar tudo de uma música com alguém que se admira tanto.
Com o Ronan ficou marcada a música, que era muito bonita, a simpatia e a simplicidade de uma pessoa que, apesar de ser conhecida a nível mundial, não deixa de ter uma postura simples e simpática, à semelhança do que acontece com o Michael Bolton.

Escreveu um livro e uma música com um título dual fantástico “no meu canto”.  Da música ao livro o que mandou para canto?
Algumas  coisas muito pessoais.  

 


Tem uma carreira bonita. O que mais positivo destaca é... 
O mais bonito que destaco é serem 32 anos de batalha numa realidade difícil, onde existem muitos lobbies e preconceitos. 32 anos após os quais estou de pedra e cal, junto dum público que reclama a minha presença e que esgota as salas quase todas por onde passo. 

O matemático Alfred Rényi disse um dia que “quando estou infeliz trabalho matemática para ficar feliz. Quando estou feliz, trabalho matemática para me manter feliz”.  A Rita Guerra é feliz quando...
Eu sou feliz quando não me chateiam, o que é difícil conseguirem. Sou particular e especialmente feliz quando canto e quando faço mais uma série de coisas simples que me alimentam a alma.