Linhas e Pontos por Carlos Marinho
Clube de Matemática SPM - Eixos de Opinião setembro de 2016
Publicado a 10 de Setembro de 2016



 

Este espaço vai ser dedicado a aspectos simples da vida em contexto real, em que a matemática pode entrar como elemento surpresa. Em síntese, estas "linhas" terão como base "pontos" comuns da nossa vida, em que a objectividade da Matemática pode fazer compreender alguns "problemas" que vão surgindo em contexto real. Como afirmou Pitágoras, "Todas as coisas são números". Nesta rubrica tudo cabe... até a matemática.                         

   

Carlos Marinho -  Professor de Matemática                           



Linhas e Pontos por Carlos Marinho - Maratona

Clube de Matemática SPM - Eixos de Opinião setembro de 2016 

 

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Título: Maratona


Os Jogos Olímpicos 2016 no Brasil chegaram ao fim com 206 países participantes, 11544 atletas distribuídos por 28 modalidades. Uma das modalidades mais carismática é a maratona com a realização de uma distância oficial de 42,195 km. Segundo uma lenda, o nome desta prova foi uma homenagem ao soldado ateniense Fidípides, um mensageiro do exército de Atenas, que teria corrido mais de 40 km entre o campo de batalha de Maratona até Atenas para anunciar aos cidadãos da cidade a vitória dos exércitos atenienses contra os persas. Viria a morrer de exaustão após cumprir a missão.


Uma das mais longas, desgastantes e difíceis provas do atletismo, a maratona é uma prova olímpica desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos, em Atenas em 1896. Popularizada em fins do século XX como corrida das massas, são realizadas mais de 500 maratonas anualmente em todo mundo. No calendário olímpico a maratona é, tradicionalmente, o último evento dos Jogos Olímpicos.


A maratona faz lembrar em muitos aspectos a matemática. É preciso esforço e estar em forma para trabalhar com qualidade esta disciplina. Para se ser bom a matemática é preciso estar a 100 por cento. O matemático húngaro Paul Halmos dizia que “a única maneira de aprender matemática é fazer matemática.”


A judoca Telma Monteiro foi a única atleta lusa a conquistar uma medalha, a de bronze nestes jogos. Uma das frases mais fascinantes, com índole matemática foi proferida por esta atleta do Benfica no final dos jogos europeus de 2015 em Baku, no Azerbaijão, que depois de ganhar a medalha de ouro, referiu “sabia que não estava a 100 por cento, mas dei os 100 por cento daquilo que tinha”.