Linhas e Pontos por Carlos Marinho
Clube de Matemática SPM - Eixos de Opinião junho de 2017
Publicado a 10 de Junho de 2017



 

Este espaço vai ser dedicado a aspectos simples da vida em contexto real, em que a matemática pode entrar como elemento surpresa. Em síntese, estas "linhas" terão como base "pontos" comuns da nossa vida, em que a objectividade da Matemática pode fazer compreender alguns "problemas" que vão surgindo em contexto real. Como afirmou Pitágoras, "Todas as coisas são números". Nesta rubrica tudo cabe... até a matemática.                                  

   

Carlos Marinho -  Professor de Matemática                                    



Linhas e Pontos por Carlos Marinho - Matemática é O2

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Título: Matemática é O2


A matemática onde está? Sente-se. Vê-se. Cheira-se. A invisibilidade da matemática é um problema acrescido para muitos, mas uma oportunidade para outros. É preciso acreditar nela. 


Imagine que tem um público à sua frente e tem a tarefa complexa de lhes explicar o que é a matemática, onde está a matemática, para que serve. Muitos dizem que a matemática está em todo o lado. O mestre Pitágoras dizia “tudo são números”. Mas o que é realmente difícil defender e explicar é que a grande roldana da vida é a matemática. Tal como o oxigénio que respiramos e precisamos para viver. Como? O que é? Sentimos? Cheiramos? Vemos? Nunca vi o oxigénio! Este é o mote que pretendo quando apresento uma sessão sobre matemática. Mas acreditamos no oxigénio sem o vermos? Será que ele é mesmo necessário? Pois sim, porque sem ele não respiramos, sem ele não vivemos. O crédito da  descoberta do oxigénio deve-se a Joseph Priestley, embora Carl Scheele e Antoine Lavosier também o reclamem no século XVIII. Claro que existe e está em todo o lado. A matemática também. Sem a matemática a montante tudo seria irrespirável. Acredite. O oxigénio está na base de tudo. Basta imaginar se se suspendesse o oxigénio por 10 minutos, o que seria do planeta. Podemos suspender a matemática por 10 minutos? Não precisamos. Não conseguimos suspendê-la. Ela simplesmente está lá. 


Será que nos dias de hoje, alguém dúvida que os grandes descobrimentos portugueses, feitos por mares nunca antes navegados teve a matemática como uma das principais “armas”? E como hoje é dia de Luís Vaz de Camões, esse extraordinário dramaturgo luso, deixo-vos uma das frases mais bonitas e fantásticas deste poeta:


“cantarei por toda a parte se a tanto me ajudar engenho e arte”.  


Nós matemáticos, temos de o fazer, divulgar a matemática, se nos sobrar engenho e arte e... já agora algum tempo!