500 anos após a morte do cientista Leonardo da Vinci (1519 - 2019)

Notícias Clube SPM

O italiano Leonardo da Vinci nasceu na localidade de Anchiano a 15 de abril de 1452. Foi uma das figuras mais importantes do alto renascimento, ganhando relevância em muitos domínios destacando-se como cientista, matemático, inventor e pintor. 

Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do renascimento, como alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. Foi considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e, possivelmente como a pessoa mais dotada em diferentes áreas. É considerado por muitos um dos maiores génios da história devido à sua multiplicidade de talentos para as ciências e artes, engenhosidade e criatividade, além de suas obras polémicas. Num estudo realizado em 1926 estimou-se o seu QI em cerca de 180. 

Nasceu como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina. Foi educado no atelier do conceituado pintor Andrea del Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional ao serviço de Ludovico Sforza, em Milão. Trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha.  

Leonardo ficou conhecido principalmente como pintor. Duas das suas obras, a Mona Lisa e a A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas da história da humanidade, mais reproduzidas e parodiadas de sempre. A pintura apresenta a última ceia, com Jesus e os seus discípulos, antes de sua captura e execução. Mostra o momento específico em que Jesus, de acordo com o relato bíblico, teria dito aos apóstolos que um deles o trairia. Leonardo mostra a consternação que esta afirmação provocou entre os doze seguidores de Jesus. O romancista Matteo Bandello observou Leonardo trabalhando na obra, e escreveu que

"por diversas ocasiões, presenciei Leonardo dirigir-se logo pela manhã para se dedicar à pintura de A Última Ceia. Costumava permanecer ali, desde o nascer do sol até o entardecer, sem deixar os pincéis descansarem de suas mãos, pintando sempre, sem comer nem beber. Depois, por três ou quatro dias, não voltava a tocar no trabalho". 

Cerca de quinze de suas pinturas sobreviveram até os dias de hoje. Este diminuto número de obras que resistiram aos tempos deve-se às suas experiências constantes e, frequentemente desastrosas, com novas técnicas. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações - que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura - formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à do seu contemporâneo, Michelangelo. 

Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos campos da anatomia, engenharia civil, óptica e hidrodinâmica.

Passou os seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I. Morreu em Amboise em 2 de maio de 1519 com 67 anos de idade.

Publicado/editado: 02/05/2019