Linhas e Pontos por Carlos Marinho - Synuclein Meeting 2019: Onde estamos e para onde precisamos ir!

Eixos de Opinião de Setembro de 2019

Carlos Marinho - Professor de Matemática e Coordenador do Clube de Matemática da SPM (Ver +)


Título: Synuclein Meeting 2019: Onde estamos e para onde precisamos ir!

Portugal está em muitas áreas a par do que se faz de melhor na europa e no mundo. No desporto, na educação, na economia, na saúde e áreas afins. De 1 a 4 de setembro de 2019, na região do Porto (Ofir), realizou-se o Synuclein Meeting, o maior encontro internacional das neurociências do planeta. O "Synuclein Meeting 2019: Onde estamos e para onde precisamos ir!" seguiu uma tradição de 12 anos de encontros bienais no campo da sinucleína, uma proteína fulcral na doença de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas organizado por Tiago Fleming Outeiro, diretor do Centro de Investigação da Universidade de Goettingen, na Alemanha com ajuda de Tiago Mestre, do departamento de Medicina da divisão de neurologia da Universidade de Ottawa. 

Tiago Fleming Outeiro, Carlos Marinho e Tiago Mestre

Neste encontro estiveram os melhores especialistas da atualidade oriundos de toda a parte do mundo da academia e da indústria farmacêutica onde expuseram todo o seu conhecimento neste domínio. Descobrir algo que permita melhorar a qualidade de vida e curar os doentes foi o objetivo principal. Daí, a importância deste encontro. Esteve também presente a fundação Michael J. Fox, que já investiu nesta área centenas de milhões de dólares.

A Doença de Parkinson afeta em Portugal cerca de 18 000 pessoas. Por seu lado, a Doença de Alzheimer apresenta números mais catastróficos, afeta atualmente cerca de 100 000 pessoas em Portugal. Em todo o mundo são muitos milhões. Figuras mundiais tiveram estas doenças, os casos do Papa João Paulo II, o ator Michael J. Fox, Ronald Reagan, Yasser Arafat, Mohammad Ali, entre outros.

Tiago Outeiro, Professor da Universidade de Goettingen da Alemanha, o chairman deste evento referiu na abertura do evento que “atualmente, vivemos momentos empolgantes na investigação nesta área, com importantes estudos clínicos em andamento (e futuros) que trazem esperança aos pacientes com doença de Parkinson e às suas famílias. No entanto, ainda enfrentamos muitos desafios e precisamos abordar questões fundamentais para que o processo possa progredir para onde gostaríamos de estar”. 

Uma das figuras mundiais que teve a doença de Parkinson desde muito novo foi o ator Michael J. Fox que referiu quando soube que tinha a doença “no momento em que percebi que tinha Parkinson e, que não o podia evitar, comecei a olhar para as coisas que poderia mudar, ajudando na melhoria da investigação da doença”.

Ciência é ciência... ficou aqui o lado matemático, dos números preocupantes de doenças que podem afetar todos dirimidos neste mega evento internacional.

 

Publicado/editado: 09/09/2019