Entrevista a Nuno Marçal - Jogador de basquetebol
Publicado a 01 de Setembro de 2012

Entrevista a Nuno Marçal - Jogador de basquetebol

     

Nuno Marçal, 36 anos, capitão do F. C. Porto e um dos melhores jogadores portugueses de sempre do basquetebol nacional é o entrevistado do mês de Setembro do clube spm. Uma conversa sem bloqueios, de drible rápido que nos leva à sua infância, passando pela sua evolução na modalidade, até à atualidade.

Este é o "lançamento" da entrevista...

 

A tua infância foi um "Lance Livre"?

A minha infância foi um “título”! Foi muito feliz, onde tive tudo o que mais precisava,... uns pais formidáveis que sempre me acarinharam, e rodeado de amigos com quem brincar. Resumindo, foi uma primeira etapa de vida verdadeiramente afortunada.

 

 Como era o Nuno Marçal com 10 anos de idade na escola? 
Era um rapaz normal, suponho. Sempre tentei dar o melhor de mim nos estudos, e acho que fui um bom aluno. Lógico, que como qualquer rapaz de 10 anos, tinha sempre tempo para traquinices próprias da idade.

E na aula de matemática afundavas?
A matemática, para mim, sempre foi mais um “lançamento na passada”. Prática e objectiva, mas sem grande cariz espetacular.

 Na escola primária sabias a tabuada de cor e salteado ou bloqueavas?
A tabuada é daquelas coisas em que sempre fui bom. Adorava a tabuada, passava montes de tempo a enunciá-la.

 Lembras-te de algum episódio na aula de matemática que recordes?
Lembro-me de, no 6º ano, ter sido apanhado a trocar cromos de uma colecção de futebol com o parceiro da mesa de trás, o que me valeu uma ida prematura para o recreio.

Fazes boas assistências na educação do teu filho, em particular, na disciplina de matemática?
A educação do meu filho, é algo muito importante para mim, e como tal, tenho a preocupação de lhe incutir o maior interesse em todas as disciplinas que tenha, não só a matemática. Uma excelente escolaridade é uma base fundamental para o futuro de qualquer criança.


 Como surgiu o basquetebol na tua vida?
O basquetebol surgiu na minha vida, através do meu irmão, que era praticante da mesma modalidade no ano em que comecei a praticar. Comecei a praticar ténis aos 7 anos, e aos 9 anos a minha etapa basquetebolística tinha inicio no F.C Porto, clube onde jogava o meu irmão. O facto de ter um irmão praticante, aliado ao facto de ter já uma estatura considerável, impulsionaram o meu ingresso na modalidade. Foi das melhores escolhas da minha vida.  

A bola de basquetebol é um sólido que na matemática se chama...
Máquina de calcular. Soma-se os pontos quando a bola entra no cesto, divide-se por 10 jogadores em campo, multiplicam-se no aquecimento e subtrai-se tempo ao adversário quando a roubamos.

Existe um ramo da matemática recente (apenas 400 anos) que é estatística que no basquetebol se usa muito...
Sem dúvida. A estatistica é algo que sempre estará presente num jogo de basquetebol. Nela podemos analisar tudo o que passou durante um jogo, o que nos permite saber em que aspectos melhorar.

Muitos anos no F. C. Porto como jogador e capitão. O F. C. Porto é...
A minha segunda casa.

A extinção da seção do basquetebol do Porto foi um autêntico turnover. Foi um drible inesperado...
Foi algo de verdadeiramente inesperado, mas é uma realidade.

O basquetebol do Porto foi a primeira equipa em Portugal que tinha um projeto paralelo ao desportivo que promovia ação social, desportiva, de investigação. Como foi esse outro lado?
Foi uma experiência extraordinária para mim, como atleta da modalidade e do clube, onde tivemos a possibilidade e a sorte de transmitir valores e partilhar vivências com diferentes gerações.

Nos Jogos Olimpicos de Londres 2012 os EUA em basquetebol ganharam bem?
Penso que sim, foi a única equipa que não perdeu um único jogo, e como tal, é a justa vencedora.

 O futuro do Nuno Marçal passa por...
Passa pelo amanhã!!


Por Carlos Marinho