Nesta breve nota sustento a tese que é preciso um retorno à
pedagogia e que esta só pode realizar-se
na base do cuidado, da proximidade, da diferenciação e da flexibilização das
respostas.
Sabemos que a escola moderna foi fundada no princípio do ensinar a todos como se fossem um só. Por
isso, inventou o aluno, a classe e a turma, centrou o ensino no docente,
padronizou as respostas. Esta uniformidade foi gerando a desvinculação da
escola, o insucesso e o abandono.
Para criar um cenário alternativo, é preciso regressar à
pedagogia. Este regresso faz-se através da redescoberta da pessoa que mora no aluno, da adoção de uma postura de escuta, de
compreensão, de uma metodologia que promove a diferenciação dos modos de fazer
aprender.
Ritmos e interesses diferentes requerem respostas
específicas a nível de materiais pedagógicos, de atividades distintas,
processos de avaliação coerentes com as práticas de ensino.
E esta diversidade só é viável se a pedagogia for obra de
uma ação colaborativa entre os profissionais da educação. Que se entreajudem e
complementem. E que vejam que este
contrato de cooperação é uma fonte de realização e gratificação
profissional pois gera mais oportunidades de fazer aprender os alunos.
Por isso, podemos dizer que a eficácia do ensino exige mais pedagogia nas dimensões de cuidado, escuta e diferenciação que aqui sustentamos.